“O trabalho da LEQUE – Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Necessidades Especiais foi distinguido com o Prémio Voluntário Jovem Montepio 2016. O Impulso Positivo aproveitou a ocasião para falar com Celmira Macedo, fundadora e presidente da LEQUE.

Impulso Positivo (I.P.): Quem é a LEQUE?
Celmira Macedo (C.M.): A Associação LEQUE é uma Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Necessidades Especiais, fundada por mim em 2009. Tem como missão melhorar a qualidade de vida e o bem-estar físico e emocional de pessoas com Necessidades Especiais (NE – deficiência ou incapacidades) e suas famílias (cuidadores/as informais). Apostamos na promoção da inclusão social desta população, através da formação para a diversidade, desde o contexto familiar à sociedade em geral.
A LEQUE é uma IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social), sem fins lucrativos, desde 2010. Está sediada em Alfândega da Fé, desde setembro de 2010, tendo até ao momento 280 famílias associadas. A Associação LEQUE é a única resposta social da zona sul do Distrito de Bragança, cobrindo os concelhos de Vila Flor, Torre de Moncorvo, Mogadouro, Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta, e Carrazeda de Ansiães. A Associação abrange uma área geográfica aproximada de 3.000 km2.
A forma de atuação, segundo os critérios de Qualidade EQUASS (Sistema de Certificação da Qualidade dos Serviços Sociais), já valeu à Associação alguns prémios de boas práticas sociais, a nível nacional. A análise SROI (Social Return of Investement) realizada pela Quotidian, a pedido da Fundação EDP, atesta que o Impacto Social da Associação LEQUE é de 2.45 € por cada euro investido.
Temos obtido uma boa cobertura mediática a nível regional e nacional, estimada em mais de uma centena de notícias, em todos os canais de comunicação (TVs, jornais, rádios, etc.).
Em todos os projetos dinamizados estão já envolvidas mais de 6000 pessoas.
I.P.: Como nasceu esta Associação?
C.M.: Desde 2006 e no âmbito da minha tese de doutoramento fiz um levantamento sobre as necessidades das famílias de pessoas com deficiência (Necessidades Especiais – NE), ou seja dos cuidadores/as informais, do distrito de Bragança (num número superior a 1000), onde constatei uma rede de suporte social muito deficitária:
– Falta de serviços de apoio e reabilitação para crianças, jovens e adultos com NE (86% );
– Falta de serviços de apoio a jovens adultos/as com NE, na promoção da formação profissional (86%);
– Problemas na inclusão das pessoas com NE no mercado de trabalho (48%);
– Falta de locais de animação sócio cultural para pessoas adultas com deficiência (97%);
– Falta de equipamentos sociais, que os possam albergar, por incapacidade da família (94%);
– Falta de Centros de Férias e Lazer (94%);
– Pouca informação disponibilizada às famílias sobre as problemáticas dos filhos/as, sendo esta essencial no processo de vivência do diagnóstico (96%).
– Falta de materiais lúdico-didáticos para trabalhar com os filhos/as, promovendo a sua aprendizagem e inclusão social (96%).
Perante esta triste realidade, fiz uma pausa na tese de doutoramento e iniciei um caminho de ajudar os cuidadores a melhorar a qualidade de vida dos filhos/as. Comecei por pressionar a comunidade (educativa, social e na área da saúde). Consegui, através da Sub-Região de saúde, em 2007, o reforço de técnicos nos Centros de Saúde (Psicólogos, Terapeutas, …) para o apoio a esta população.
Em 2009, início uma outra vertente deste projeto, formar as famílias com um modelo de formação parental inovador: ‘Escola de Pais.nee’ – Formação Parental na área da deficiência. O interesse e capacitação dos pais e mães envolvidos/as é de tal modo forte que, juntos, criamos em Junho de 2009 a Associação LEQUE, sob o prisma de ‘para um leque de dificuldades, juntos encontraremos um leque de soluções’. Desde então todos os projetos da Leque resultam de diferentes cursos de formação realizados na região.
Desde então, apostamos na promoção da inclusão social desta população, através da formação para a diversidade, desde o contexto familiar à sociedade em
geral, através da dinamização de projetos inovadores e de empreendedorismo social, mas que resultem das necessidades e vontades das pessoas com deficiência ou das suas famílias.
I.P.: Olhando em retrospetiva os últimos sete anos de trabalho da LEQUE, quais foram as grandes conquistas para estes jovens especiais e para as suas famílias?
C.M.: O caminho foi muito duro, desde 2009, a Leque funciona sem acordos com a Segurança Social. Acreditamos que a situação deve ficar regularizada ainda este ano, mas para trás ficaram anos difíceis com muita luta, muitas dificuldades em suportar os custos com os recursos humanos (10 funcionários), mas nada nos impediu de concretizar os ‘pequenos grandes sonhos’ que tínhamos inicialmente. Queríamos ser uma lufada de ar fresco no terceiro sector e uma alternativa inovadora às Respostas Sociais de IPSSs já existentes. Eu não acredito na institucionalização, nem em ‘guetos’ logo as respostas sociais da Leque teriam de privilegiar a premissa da inclusão social das pessoas que dela necessitam. Das Respostas Sociais da Associação fazem parte:
– um Gabinete de Apoio à Família (único no distrito);
– um Gabinete de Formação (Escola de Pais.nee: Formação para a Parentalidade positiva na Deficiência”; Intervenção na Deficiência; Inovação e Empreendedorismo Social no Terceiro Sector; etc.)
– um Refeitório Solidário (Distribuímos 100 refeições/mês a famílias em situação de pobreza encoberta);
– um Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação para 25 Pessoas com Deficiência (CAARPD), que agrega um conjunto de serviços até à data inexistentes na região para esta população: O CAARPD funciona quase no exterior e para o exterior. Os/As frequentadores/as (não gostamos de lhes chamar utentes ou clientes) estão integrados em Oficinas na comunidade (através de parcerias com empresas locais) de forma a promover sua a Inclusão Social e Laboral: Estética; Cabeleireira; Mecânica; Queijaria; Jardinagem/Agricultura; Culinária; Restauração; TIC; e Artes Criativas, etc.. Dispomos igualmente de serviços terapêuticos dinamizados para a comunidade: Na Associação, em Escolas ou nos domicílios (“Onde não há a Leque dá”, é o nosso lema e o distrito é vasto e existem concelhos sem qualquer oferta terapêutica: Reabilitação Psicomotora; Terapia Assistida por Animais (Hipoterapia, Asinoterapia); Balneoterapia; REIKI; Yoga; Terapia da Fala e Terapia Psicopedagógica.
– um Centro de Férias e Turismo Rural Acessível (aberto no mês de agosto, com serviço de 24h, a pensar no descanso e nas férias dos cuidadores/as informais, disponível para pessoas com NE de todo o país). Os filhos/as ou familiares ficam connosco e os pais ou cuidadores/as vão descansar…
– um ATL inclusivo para a Comunidade Escolar nas pausas letivas (Natal, Carnaval, Páscoa e Verão), onde se juntam crianças/jovens (com e sem NEE) e os frequentadores do CAARDP na realização de atividades conjuntas e inclusivas;
– Projeto com a comunidade Sénior ‘Aproximar avós transmontanos/as de netos/as emigrados/as através das TIC’;
– Projeto de Alfabetização inclusiva EKUI (www.ekui.pt). O EKUI – Equidade, Knowledge, Universalidade e Inclusão – representa uma linha de material lúdico/didático inclusivo, com uma linguagem universal e acessível a TODA a população – com leitura em Braille, Língua Gestual Portuguesa e Alfabeto Fonético. O ADN da marca EKUI destaca-se por garantir a equidade no acesso a bens e serviços de educação e reabilitação a TODOS/AS, ou seja alfabetizar e permitir a comunicação universal e acessível entre pessoas com e sem NEs. Entre Abril de 2015 a Setembro de 2016 já chegou a mais de 3000 crianças.
I.P.: O trabalho desenvolvido pela LEQUE tem sido premiado ano após ano por diferentes entidades. Recentemente a LEQUE foi distinguida com o Prémio Voluntário Jovem Montepio 2016, atribuído pela Fundação Montepio. Qual o impacto deste prémio na atividade da Associação?
C.M.: Este prémio é já o terceiro a valorizar a prática do voluntariado na Associação (1º foi em 2012 com a Fundação Manuel António da Mota; o 2º foi ganho por mim em 2014 – Troféu Português do Voluntariado e agora este de um dos nossos principais e mais queridas parcerias: a Fundação Montepio). Este prémio pretende incentivar a prática do voluntariado às camadas mais jovens da nossa comunidade e o objetivo, criar projetos inovadores, inclusivos e ao mesmo tempo autossustentáveis.
Os frequentadores assíduos do CAARPD (adultos com deficiências), são integrados em oficinas na comunidade, desde 2010 que esta é uma prática corrente na Associação, este prémio vem possibilitar que a oficina de jardinagem se alargue e possa ser uma fonte de autossustentabilidade e inclusão laboral dos frequentadores/as. Queremos que o ‘João’ deixe de ser visto como o ‘autista’ e passe a ser visto como o ‘agricultor’, que a ‘Dona Cristina’ possa ter o seu dinheiro para comprar o que quiser, sem ter de o pedir à sua cuidadora. Como? Pretendemos plantar ervas aromáticas e comercializá-las nos mercados regionais.
I.P.: Neste momento a LEQUE tem 280 famílias associadas e mais de 6 000 pessoas envolvidas nos seus projetos. Perspetivando o futuro quais os desafios que a LEQUE tem pela frente?
C.M.: Pretendemos ajudar a traçar o caminho da inclusão social, acreditamos na autodeterminação das pessoas com deficiência, mesmo estando integradas em IPSSs. As organizações sociais terão que assumir novas abordagens, novos percursos, novas práticas e sobretudo novas formas de ver a PESSOA com deficiência, identificada pela sua essência no seu todo, numa perspetiva holística e biopsicossocial. A primazia são as pessoas não as instituições.
O exemplo mais forte desta nossa força é o projeto Ekui. A inclusão através da comunidade é possível e quando as próprias pessoas com deficiência ou cuidadores/famílias não consigam estabelecer essa ponte, a responsabilidade de o fazer será nossa. De todos nós. Na Leque vamos continuar a dinamizar Oficinas de Inclusão na Comunidade, o que não é uma tarefa propriamente fácil, as mentalidades ainda se fecham muito ao diverso, mas é possível. Só assim acredito ser possível ir combatendo o estigma e o preconceito. Claro que todos estes passos implicam o estabelecimento efetivo de mais parcerias com a comunidade, que terá de ser mais permeável à inclusão da diversidade nas suas empresas e espaços comercias, etc.
É também imprescindível dinamizar a economia social despertando essa vontade nos investidores. Só assim muitos dos projetos da área social, alguns dos quais de grande valor e impacto social, poderão sair do típico death valley em que estão. No que se reporta à Leque e aos seus projetos, sabemos que temos valor, mas precisamos de incentivos, não de caridade ou assistencialismo. Acreditamos em empresas sociais e queremos ser uma.
I.P.: Quase a terminar esta entrevista gostava de ouvir uma opinião pessoal. Reconhece mudanças culturais e sociais na comunidade em geral? Considera que a sociedade está mais sensível às necessidades do outro?
C.M.: Acredito que o caminho se faz caminhando, quando iniciei estas questões em 2006 não se ouvia falar de deficiência. A Associação Leque foi pioneira ao longo destes anos, com alguns dos seus projetos, a levar a diferença para a comunicação social e desta para a comunidade, despertando consciências. Hoje já muito está a ser feito no nosso país, mas muito há ainda a fazer, o que só conseguiremos juntos: Pessoas com Deficiência, Cuidadores/as, sociedade civil, IPSSs; poder politico, os media, etc. Juntos. Coesos. Caso contrário comprometeremos o objetivo que todos queremos alcançar: a Autodeterminação da Pessoa com Deficiência, como um direito humano consagrado na constituição, não como um favor ou uma obrigação. Acredito também que a inclusão só se efetivará quando não tivermos de falar dela. A máxima “Não me falem de inclusão”, faz-me todo o sentido porque ela não se diz, faz-se. Todos os dias. E isso depende obviamente de cada um de nós, das nossas atitudes, da nossa abertura à mudança e da nossa vontade de assumir a diversidade como uma mais-valia. Parece difícil, mas isto educa-se, por isso acredito em projetos como o EKUI, que educam desde cedo para a diferença. Esse é o verdadeiro significado do termo “responsabilidade social”, esse será o verdadeiro caminho para uma sociedade mais justa, equitativa e solidária.”

A VI edição do Prémio Voluntariado Jovem Montepio, dedicada ao tema da Diversidade, consagrou como grande vencedora a LEQUE – ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS, que tem por missão promover e melhorar a qualidade de vida e o bem-estar físico e emocional das pessoas com necessidades especiais e suas famílias, contribuindo para a sua inclusão social.
Saiba mais, em ei.montepio.pt [1], sobre a equipa vencedora e como esta associação pretende implementar o seu projeto de horta pedagógica e terapêutica.
+ info:
LEQUE é a vencedora do Prémio Voluntariado Jovem Montepio 2016
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Segundo os promotores de uma colónia de férias inclusiva, frequentada por cerca de 26 crianças, jovens e adultos de todos o país, e de França, foi utilizado um método considerado “inovador”, neste tipo de ajuda.
“Está comprovado cientificamente que o Reiki e o Yoga têm efeitos terapêuticos no alívio da dor, em pessoas com patologias graves, e nós estamos a utilizar esta terapia em contexto aquático, o qual já tinha sido ensaiado em sala, e verificamos que tem um efeito calmante em pessoas com autismo”, explicou à Lusa a fundadora da associação Leque, Celmira Macedo.
Para a também especialista em educação especial, tanto o Reiki como o Yoga, tem demonstrado efeitos terapêuticos positivos, mas, sempre com a sua utilização em contexto de sala, “em ambientes controlados”.
“Quando estas duas terapias são utilizadas, em contacto com o meio natural, em locais como o Eco Parque do Azibo [Macedo de Cavaleiros] ou as águas do Douro Internacional [Miranda do Douro], os efeitos calmantes nos pacientes são intensificados, aliando os conhecimentos dos mestres à componente terapêutica e de intervenção na área da deficiência. Dado o relaxamento proporcionado, os frequentadores acabam mesmo por adormecer”, afiança a técnica.
A associação Leque está utilizar outros desportos aquáticos, como a canoagem, “stand up paddle” e embarcações do tipo catamarã, para o relaxamento de pessoas com autismo e outras deficiências, meios técnicos “que trazem um novo conceito” a este tipo de terapias.
Todo este trabalho “inclusivo e terapêutico” está estudado cientificamente por especialistas da Associação Cuidadores e pela Leque, que pretendem comprovar o impacto deste tipo de atividades, na qualidade de vida e no bem-estar dos frequentadores.
“Há uma equipa multidisciplinar que está a avaliar os efeitos na qualidade de vida e emocionais dos utilizadores, ou seja, quais são os efeitos verificados, após terem frequentado este tipo de colónias de férias”, indicou Celmira Macedo.
Este tipo de trabalho tem sempre a avaliação dos familiares e cuidadores informais dos jovens que frequentam este tipo de atividades.
“Esta colónia de férias, onde esteve a minha filha, ajudou muito a acalmá-la. Isto foi uma das melhores coisas que aconteceu. Há muita diferença no seu comportamento, antes e depois da colónia de férias”, verificou Alfredo Magalhães, um dos cuidadores presentes na ação.
Um grupo de voluntários da região do Porto verificou que as ajudas de cães de raça `boxer` e `chihuahua` tiveram um efeito “especial” sobres os utentes, acalmando-os.
“Estávamos a passar férias e não tínhamos a noção do que é lidar com pessoas com portadoras de deficiência e a calma e as expressões que [estas terapias] podem transmitir às pessoas. Foi uma agradável surpresa”, disse Carla Silva, um dos voluntários.
A mentora da Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Necessidades Especiais – Leque, Celmira Macedo, explica ainda que esta colónia de férias é um alívio para as famílias que têm filhos com deficiência, que, pela primeira vez, podem tirar férias tranquilamente.
“Tentamos conciliar o turismo rural como turismo terapêutico. Muitas destas crianças e jovens têm necessidades específicas e, por esse motivo, necessitam de um apoio terapêutico aliando a natureza à reabilitação psicomotora de cada um dos intervenientes”, concluiu.
Esta colónia contou com o apoio de voluntários de varias áreas tais como a enfermagem, psicologia, educação física e outras áreas terapêuticas.
Noticia efetuada pela Agência Lusa publicada no website da RTP1 e do Noticias ao Minuto
Artigo no Jornal Espanhol LaVanguardia

Zamora, 5 ago (EFE).- La empresa Europarques desarrolla un programa terapéutico con nutrias y patos buceadores del tramo fronterizo del río Duero entre España y Portugal dirigido a niños con dificultades psicomotrices o de comunicación, con parálisis cerebral, síndrome de Down o autismo.
Este proyecto se enmarca en el programa “Un río, dos países” que la estación biológica internacional lleva a cabo a bordo del buque hidrográfico de Europarques, en el tramo del Duero que forma parte de la reserva de la biosfera transfronteriza Meseta Ibérica, según ha informado hoy Europarques en un comunicado.
El crucero por los Arribes del Duero incluye actividades de yoga, relajación y canoas en la zona fronteriza entre la provincia de Zamora y la localidad portuguesa de Miranda do Douro.
Tanto este crucero como el que Europarques realiza en el zamorano Lago de Sanabria promueven actividades en la naturaleza asistidas con especies silvestres que favorecen las habilidades comunicativas y los mecanismos de relajación de los niños.
Esta actividad está promovida por la Estación Biológica Internacional (EBI), una organización privada para la conservación de la biodiversidad en la Reserva de la Unesco Meseta Ibérica, y es desarrollada a través de Europarques, el operador turístico de los cruceros ambientales de Arribes del Duero y el Lago de Sanabria.
Los cruceros dirigidos a niños con dificultades comunicativas o psicomotrices incluyen actividades en la naturaleza asistidas con especies silvestres criadas en cautividad, principalmente nutrias, patos buceadores y rapaces nocturnas.
El programa cuenta con el apoyo del Gobierno portugués y de la asociación Leque, una asociación portuguesa de padres y amigos de personas con necesidades especiales
La fundadora y directora de Leque, la doctora Celmira Macedo, ha valorado muy positivamente el efecto terapéutico de estas especies para favorecer habilidades comunicativas y mecanismos de relajación en niños con dificultades psicomotrices y de comunicación, parálisis cerebral, autismo y síndrome de Down.
Al tratarse de un programa terapéutico inclusivo y gratuito, la iniciativa ha recibido numerosos apoyos y una excelente acogida entre las cerca de cuarenta familias que ya han disfrutado del programa para sus hijos.
La edición de este año del programa terapéutico se ha desarrollado esta semana a bordo del buque hidrográfico de Europarques en Arribes del Duero, con actividades de yoga y canoas coordinadas de forma desinteresada por técnicos de la EBI junto a monitores de Leque, la psicopedagoga Teresa Cotorruelo y la empresa de turismo activo Zamora Natural.
Europarques programa desde 2008 cruceros destinados a niños con autismo y síndrome de Down en el marco del programa educativo “Un río, dos países” dirigido a escolares de España y Portugal. EFE
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aff/jcp
Leque dinamiza Férias de Turismo Rural Terapêutico a pensar nos Cuidadores Informais

Registos de Atividades Anteriores – Campo de Férias
A Associação Leque dinamiza resposta única no país: um Centro de Férias de Turismo Rural para pessoas com deficiência, a pensar nos seus cuidadores.
Este Centro foi pensado para permitir que as famílias e cuidadores informais de pessoas com deficiência ou incapacidade, possam, algumas pela primeira vez, ir de férias. “Em Portugal existem milhares de cuidadores informais à beira da exaustão, pelo cansaço e stress acumulado pelo cuidado prestado diariamente a filhos/as ou familiares com algum tipo de deficiência ou incapacidade”, reforça Celmira Macedo, Fundadora da Associação Leque, “motivo pelo qual, este tipo de resposta deva ser valorizada quer pela sociedade civil quer pelos responsáveis pela gestão de respostas sociais a nível nacional”
De 31 de Julho a 14 de Agosto, o Ecopark do Azibo (Macedo de Cavaleiros), é o palco escolhido para o Projeto, conseguindo proporcionar-se assim aos frequentadores diversas atividades terapêuticas e de lazer em contexto rural. Uma equipa de 30 profissionais especializados e formados na área da deficiência, voluntários e parceiros da comunidade regional, dinamizam essas atividades.

Registos de Atividades Anteriores – Campo de Férias
Rumo ao interior norte deslocam-se este ano 22 pessoas (crianças, jovens e adultos), com diferentes níveis de funcionalidade de todo o país, sobretudo oriundas dos grandes centros urbanos de Lisboa e Porto, para 15 dias de diversão e terapias intensivas em ambiente rural.
“Quanto aos cuidadores, da informação que dispomos, sabemos que muitos aproveitam para ir férias para o estrangeiro, visitar familiares ou simplesmente fazer as férias românticas com o esposo/a há muito negligenciadas”, termina Celmira Macedo.
A especialista reforça ainda que “diversos estudos nacionais e internacionais demostram uma correlação positiva entre a qualidade de vida dos cuidadores informais e a quantidade e qualidade de bens e serviços que recebem na sua atividade de cuidadores. E entre esses serviços os de ócio e lazer são determinantes no seu bem-estar”.
O projeto conta com a parceria da Associação Cuidadores – Melhorar a vida de quem cuida, cujo objetivo é replicar o modelo do parceiro Carers Trust, a maior entidade de apoio a cuidadores informais, com mais de 30 experiência no Reino Unido. É de salientar que as duas Associações,Leque e Cuidadores, irão proceder à realização do primeiro estudo em Portugal sobre a qualidade de vida dos cuidadores informais.

Registos de Atividades Anteriores – Campo de Férias
O projeto é apoiado pelo Instituto Nacional para a Reabilitação e conta com o apoio de diversas entidades:
Ecopark Azibo (instalações e atividades de Paddle no Azibo para sessões de Reiki; canoagem de reabilitação e relaxamento);
EuroParques (Viagem de Barco pelo Douro e Terapia com Patos);
Quinta de Alvazinhos (Asinoteraia e Hipoterpia);
Parque Aquático (Aqua Fixe).
O Apoio no transporte é assegurado pela Autarquia de Alfândega da Fé.
Para mais informações contacte:
919 991 896
O isolamento de pessoas com deficiência e incapacidade a viverem em aldeias de Trás-os-Montes sem respostas de qualidade, ajustadas às suas necessidades e handicaps ainda é uma constante, apesar do esforço de algumas associações que actuam na área.
A falta de apoios por parte do estado (desde 2009, ano de constituição da instituição) tem dificultado a intervenção diária da Associação Leque quer ao nível do atendimento, acompanhamento, desenvolvimento de actividades, mas principalmente no transporte dos jovens/adultos das aldeias mais distantes do concelho e concelhos limítrofes para a instituição.
A lista de espera tem crescido drasticamente e a incapacidade e impotência de não poder ajudar muitos jovens/adultos e famílias gera diariamente o desespero, angústia e frustração.
A falta de uma carrinha adaptada (com rampa para cadeira de rodas) impede o transporte diário de jovens com mobilidade condicionada a necessitarem de intervenção terapêutica urgente, de forma a melhorar a sua qualidade de vida e a proporcionar momentos de lazer, convívio e bem-estar com grupos de pares.
A única carrinha existe (comprada em segunda mão) tem apenas 9 lugares (sem rampa de acesso) e percorre em média 400 km, possuindo a mesma um grande desgaste diário e é insuficiente para cobrir a rede de transportes diário, sendo muitos frequentadores obrigados a ficar em casa alguns dias da semana sem usufruir de intervenção terapêutica.
A aquisição desta viatura é urgente e fundamental não só para o transporte dos jovens/adultos, mas também para promover o desenvolvimento de novos projectos de inclusão social na comunidade através da inserção de jovens em actividades socialmente úteis na comunidade.
Toda a informação:
https://novobancocrowdfunding.ppl.pt/daquiali
Estão abertas as inscrições a todos os interessados que queiram frequentar o nosso Centro de Férias. De 31 de Julho a 14 de Agosto, o Centro de Férias terá a capacidade de receber pessoas (com e sem necessidades especiais) de todas as idades, independentemente do seu nível de funcionalidade. Pela quantia de 450€ (sócios) e de 500€ (não sócios), os interessados poderão usufruir de 1 semana (7 dias e 7 noites), em regime de pensão completa (comida e dormida) e com acesso a um conjunto de terapias e atividades de ócio e lazer, das quais se destacam:
Terapias:
Atividades de ócio e lazer:
– Passeios pedestres/ Picniques;
Todas as atividades serão sempre acompanhadas permanentemente por técnicos, monitores e auxiliares. O transporte para o Centro e de regresso a casa é da responsabilidade da família.
Aconselhamos uma visita ao nosso site (www.leque.pt) e à nossa página oficial do Facebook (https://www.facebook.com/lequeapapne/?fref=ts), onde poderá obter mais informações e conhecer a dinâmica da nossa Associação.
Para mais informação poderá consultar algumas notícias alusivas a anos anteriores:
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-08-23-Ferias-inclusivas-em-Miranda-do-Dourohttp://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=107689
http://www.rtp.pt/noticias/saude/patos-e-lontras-ajudam-portadores-de-deficiencia-em-miranda-do-douro_n853097#sthash.W1cqrvY4.dpufhttp://www.noticiascastillayleon.com/noticia/La-Leque-organiza-en-Miranda-do-Douro-la-unica-respuesta-de-vacaciones-rurales-para-personas-con-discapacidad/89168/32/
http://www.leque.pt/destaque-na-imprensa-revista-raizes/http://www.brigantia.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=12152&Itemid=43~
https://www.youtube.com/watch?v=X5hUJG2inNo
http://videos.sapo.pt/rgGweMceCzzLAAMNDbDR
http://www.noticiasdonordeste.pt/2013/07/leque-apapne-promove-centro-de-ferias-e.html – .UhGovsxdbs1
http://sicnoticias.sapo.pt/programas/jornaldanoite/2012-09-01-edicao-de-01-09-2012-2-parte-1 a partir do minuto 2:22
https://www.youtube.com/watch?v=Xtcj3b9_acw&feature=player_embeddedhttp://www.imprensaregional.com.pt/jornal_terra_quente/pagina/edicao/65/4/noticia/1301
Contactos:
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