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A Associação LEQUE volta a ser notícia desta vez no Jornal de Notícias – 29/03/2017

Portugal está a crescer em investimento social. Os empreendedores desenvolvem ideias inovadoras e acreditam que são capazes de transformar o mundo. É o novo empreendedorismo com benefícios para todos.

Sabia que existe uma aplicação informática desenvolvida para aumentar a eficiência das organizações sociais que trabalham com pessoas sem-abrigo através do recurso à tecnologia de georreferenciação? E que há uma startup com um produto inovador para melhorar a alfabetização de jovens com necessidades especiais? Ou já ouviu falar num modelo low-cost inovador que oferece serviços de babysitting para mães solteiras (e não só) a trabalhar horas-extra? E no projeto de inovação social que educa crianças e jovens para os estilos de vida saudáveis de forma a combater a obesidade e prevenir a incidência da diabetes?
Estas são apenas algumas das startup que integram a Impact Generator, uma aceleradora de impacto que promete ser, ao mesmo tempo, um palco privilegiado para empreendedores sociais exporem ideias inovadoras de negócio e um polo de atração para investidores.
Segundo o Social Innovation Index 2016, publicado pelo The Economist, Portugal ocupa o 22º lugar na lista de países com os níveis mais dinâmicos na área do investimento em inovação social. Além disso, é também destacado por integrar o pequeno grupo de apenas sete nações que desenvolveram, e estão a implementar, uma política integrada de apoio à inovação social. O ecossistema de empreendedorismo em Portugal tem vindo a alinhar-se para oferecer todos os tipos de apoio aos empreendedores. São programas de incubação e de aceleração que atraem cada vez mais investidores interessados em startup portuguesas. Falamos de casos como os da Uniplaces, Feedzai, Talkdesk ou Unbable, entre tantos outros.
Empreender, do latim imprehendere, significa tomar nas mãos, assumir e fazer. Foi o que fez Celmira Macedo, empreendedora social de Alfândega da Fé, quando criou as EKUI Cards em 2012, numa altura em que este tipo de apoio não estava disponível. As cartas didáticas EKUI integram quatro formatos de comunicação (gestual, fonética, gráfica e braille) e já contribuem para a alfabetização de 800 alunos com necessidades educativas especiais. Além das características únicas, este material pedagógico é cerca de 50% mais barato face às alternativas dominantes no mercado, permitindo que mais pessoas possam usá-lo.
A Impact Generator é um programa de aceleração para startup de impacto social criado a pensar em empreendedores como a Celmira e em projetos como a EKUI, oferecendo-lhes as ferramentas e as competências de gestão necessárias para o crescimento da sua ideia de negócio. Com a duração de 16 semanas, o programa é exclusivamente dirigido a startup de impacto social, cujos bens e serviços respondem a um problema social ao mesmo tempo que geram receitas, assentes em modelos de negócio sustentáveis.
A edição deste ano recebeu 31 candidaturas, entre as quais foram selecionados sete projetos finalistas que vão integrar o programa de aceleração. Após a realização das três edições previstas, os investidores terão acesso a um conjunto de 30 startup sociais devidamente preparadas e dotadas de competências para receberem o investimento.
A Impact Generator é uma ideia que nasce de um conjunto de parceiros dos setores privado, público e social, cada um deles trazendo competências específicas para o programa de aceleração. É o caso da Caixa Económica Montepio Geral, que oferece uma vasta experiência neste território do empreendedorismo social e da inovação social, com o qual está familiarizado. Além de representar uma vasta carteira de potenciais clientes a quem os projetos podem vir a ser apresentados futuramente.
A Avó veio Trabalhar – Projeto que capacita seniores, nas comunidades em que se inserem, assumindo-se enquanto gerador de receitas e de impacto na promoção do envelhecimento ativo. Iniciativa de aprendizagem e partilha entre gerações que, através dos trabalhos tradicionais e do design aumenta o poder de intervenção dos seniores na sociedade.
AidHound – Exemplo de SaaS (software as a service) que tem como objetivo apoiar na gestão de entidades da economia social que se dedicam à ajuda localizada, nas atividades mais rotineiras. No AidHound é possível criar rotas, definir equipas, alocar equipas a rotas, preencher relatórios de atividade, pesquisar dados e consultar gráficos, entre outras atividades.
Apps for Good – Plataforma online de educação para a cidadania através de conteúdos que orientam professores e alunos para a conceção de apps que resolvam problemas sociais. O projeto propõe uma abordagem inovadora onde professores e alunos formam uma equipa, servindo-se de uma rede de especialistas voluntários.
Chefs de Saúde – Dirigido a crianças, dos 6 aos 12 anos, este projeto visa ensinar a cozinhar e a fazer escolhas alimentares mais saudáveis. O sono, a higiene, a atividade física e as emoções são outros temas abordados durante as sessões.
EKUI Cards – Projeto de educação para jovens com necessidades especiais. Primeira linha de material lúdico-didático inclusivo em Portugal baseado numa metodologia para alfabetizar pessoas com necessidades educativas especiais.
Smart Farmer – Ferramenta de comércio eletrónico desenvolvida para promover e dinamizar os circuitos agroalimentares de proximidade. Este projeto visa aproximar o produtor agrícola e os consumidores, funcionando através de círculos concêntricos: um determinado produto procurado é localizado por georreferenciação, partindo do mais próximo ao mais distante do local onde o consumidor se encontra.
Super Babysitters – Serviço de babysitting solidário prestado por babysitters voluntárias de confiança, que se deslocam diretamente a casa de famílias com baixos rendimentos e sem rede familiar de apoio, por norma referenciadas pelas organizações locais do terceiro setor.
Na lista de parceiros encontramos também a Fundação Calouste Gulbenkian, a Startup Lisboa, a Vieira de Almeida e Associados e a Câmara Municipal de Lisboa. O programa de aceleração é implementado pelo Laboratório de Investimento Social, IES Social Business School, Impact Hub Lisboa e Cowork Lisboa.
Os objetivos do Impact Generator são bastante concretos: angariar um milhão de euros de investidores interessados nas startup de impacto social participantes, fomentar o impacto destas startup, replicando os efeitos a nível nacional e internacional, e publicar um manual de aceleração de impacto social para que qualquer entidade possa desenvolver programas semelhantes.
A Impact Generator selecionou sete projetos para o programa de aceleração que envolve ações de formação, trabalho individual com apoio técnico, atividades em grupo, sessões de networking , feedback coletivo e coaching profissional. Para alcançarem os objetivos, as startup trabalham de forma intensiva, durante 16 semanas, estruturando os seus produtos e modelos de negócio que depois passam por quatro fases: diagnóstico de operações e fatores de diferenciação, formação em áreas específicas de gestão e impacto, desenvolvimento de modelo de negócio e envolvimento com investidores.
João Baracho, fundador do CDI Portugal, com larga experiência profissional em empresas multinacionais é um dos participantes que conhece bem este percurso. Criou o projeto Apps for Good, uma plataforma tecnológica e um pacote de atividades escolares, pensada para que alunos e professores desenvolvam apps capazes de resolver problemas da escola e da comunidade. Cerca de 1200 alunos já envolvidos nesta dinâmica comprovam a melhoria das competências cognitivas e o aumento dos níveis de literacia digital.
Em junho, os empreendedores vão apresentar os seus produtos inovadores a investidores de referência na área da inovação social – como a Caixa Económica Montepio Geral e a Fundação Calouste Gulbenkian – mas também a investidores privados que têm cada vez mais interesse em aliar o retorno financeiro à criação de impacto social.
A Avó veio Trabalhar – Projeto que capacita seniores, nas comunidades em que se inserem, assumindo-se enquanto gerador de receitas e de impacto na promoção do envelhecimento ativo. Iniciativa de aprendizagem e partilha entre gerações que, através dos trabalhos tradicionais e do design aumenta o poder de intervenção dos seniores na sociedade.
AidHound – Exemplo de SaaS (software as a service) que tem como objetivo apoiar na gestão de entidades da economia social que se dedicam à ajuda localizada, nas atividades mais rotineiras. No AidHound é possível criar rotas, definir equipas, alocar equipas a rotas, preencher relatórios de atividade, pesquisar dados e consultar gráficos, entre outras atividades.
Apps for Good – Plataforma online de educação para a cidadania através de conteúdos que orientam professores e alunos para a conceção de apps que resolvam problemas sociais. O projeto propõe uma abordagem inovadora onde professores e alunos formam uma equipa, servindo-se de uma rede de especialistas voluntários.
Chefs de Saúde – Dirigido a crianças, dos 6 aos 12 anos, este projeto visa ensinar a cozinhar e a fazer escolhas alimentares mais saudáveis. O sono, a higiene, a atividade física e as emoções são outros temas abordados durante as sessões.
EKUI Cards – Projeto de educação para jovens com necessidades especiais. Primeira linha de material lúdico-didático inclusivo em Portugal baseado numa metodologia para alfabetizar pessoas com necessidades educativas especiais.
Smart Farmer – Ferramenta de comércio eletrónico desenvolvida para promover e dinamizar os circuitos agroalimentares de proximidade. Este projeto visa aproximar o produtor agrícola e os consumidores, funcionando através de círculos concêntricos: um determinado produto procurado é localizado por georreferenciação, partindo do mais próximo ao mais distante do local onde o consumidor se encontra.
Super Babysitters – Serviço de babysitting solidário prestado por babysitters voluntárias de confiança, que se deslocam diretamente a casa de famílias com baixos rendimentos e sem rede familiar de apoio, por norma referenciadas pelas organizações locais do terceiro setor.
Pode ler esta notícia em – http://observador.pt/2017/03/28/este-gerador-tem-a-ambicao-de-mudar-o-mundo/

A Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) decidiu premiar a Leque pelo projeto EKUI, uma linha de material lúdico didático inclusivo com uma linguagem universal e acessível a toda a população, dado ter leitura em braille, língua gestual portuguesa e alfabeto fonético.
Nesta categoria, foram ainda distinguidas com uma menção honrosa a CLIP – Recursos e Desenvolvimento, associação sediada em Lisboa e que tem como missão reforçar a ação de pessoas e empresas que promovem o desenvolvimento local, e a U.DREAM — Projeto Um Sonho Universitário com (Tr) Impacto, que acompanha diariamente crianças no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto e semanalmente no Centro Raríssimas da Maia e na Casa Ronald McDonald do Porto, ajudando-as a concretizar o seu sonho pessoal.
Atribuído anualmente desde 2012 pela CASES, o Prémio António Sérgio pretende homenagear as pessoas singulares e coletivas que mais se tenham distinguido em domínios relevantes para a economia social.
O prémio é atribuído em quatro categorias: Inovação e Sustentabilidade, Estudos e Investigação, Formação Pós-Graduada e Trabalhos Escolares, distinguindo ainda a Personalidade do Ano.
A Associação Cultural Moinho da Juventude — Sabura 2004-2014, projeto comunitário sediado no Alto da Cova da Moura, na Amadora, em Lisboa, com o objetivo de ajudar as pessoas com dificuldades de integração no bairro, foi o vencedor da categoria Estudos e Investigação.
Foi também distinguido o Mestrado em Gestão de Organizações de Economia Social, do Instituto Politécnico de Santarém, da Escola Superior de Gestão e Tecnologia, na categoria Formação Pós-Graduada.
Por último, na categoria Trabalhos Escolares, a CASES resolveu distinguir o Agrupamento de Escolas de Argoncilhe com o Projeto HIPPO (Hábitos Inteligentes Para a Prevenção da Obesidade), em Santa Maria da Feira, no Porto, que envolve pais, professores e alunos no combate a esta doença.
O professor jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), Rui Namorado, é distinguido com o Prémio Especial Personalidade do Ano.
A cerimónia de entrega dos prémios conta com a presença do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, e decorre no auditório do Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.
O homem que dá nome ao prémio, António Sérgio, foi um pensador, pedagogo e político português que viveu entre 1883 e 1969.
Nasceu em Damão, antiga Índia Portuguesa, foi ministro da Instrução Pública na Primeira República, tendo vivido no exílio, em Paris, entre 1926 e 1933.
Regressou a Portugal em 1933, altura em que se torna um dos principais defensores do movimento cooperativista e do socialismo democrático.
Pode consultar esta notícia em: http://www.rtp.pt/noticias/pais/associacao-leque-vence-premio-antonio-sergio-na-categoria-inovacao-e-sustentabilidade_n981400
Associação Leque mais perto de Portugueses pelo mundo
No passado dia 26 de janeiro, a Associação Leque celebrou um protocolo de colaboração com a Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa na Suíça (AACP).
Celmira Macedo, presidente da Associação Leque, realça que o objetivo deste protocolo é continuar a aproximar os portugueses espalhados pelo mundo e divulgar as boas práticas que se fazem no seu país. “Com esta associação iremos replicar alguns dos projetos da Associação Leque, nomeadamente o “Aproximar avós transmontanos de netos emigrados” e a “Metodologia EKUI”, pretendendo-se efetuar a divulgação desta metodologia junto da comunidade educativa, em escolas portuguesas para que as segundas e terceiras gerações de imigrantes não percam o contacto e a cadência(fonética) da língua portuguesa.” Celmira Macedo salienta ainda que a realização do protocolo em questão pode tornar-se no primeiro passo para a internacionalização das EKUI CARDS – alfabeto, com a intenção dos presentes em traduzir para as línguas faladas na Suiça.
Nuno Santos, presidente da Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa salienta que “a realização deste protocolo vem proporcionar o apoio à comunidade Portuguesa residente na Suiça, uma avaliação precoce e seguir as famílias de perto na língua de origem por parte de profissionais qualificados, associados à AACP. Desde a criação da Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa, AACP, foram assinadas várias parcerias de cooperação ambas com o objetivo comum de reunir o maior número de profissionais de forma a alcançar-se uma maior informação e proteção da sociedade portuguesa.




Leque insistiu, persistiu e “venceu”

Após 6 anos de “luta” constante, a Associação Leque conseguiu alcançar o acordo de cooperação com a Segurança Social.
Regulamentado pela Portaria 60/2015, de 2 de Março, para a resposta social CAARPD (Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação Social para Pessoas com Deficiência e Incapacidade), este é um serviço especializado, que assegura o atendimento, acompanhamento e o processo de reabilitação social a pessoas com deficiência e incapacidade e disponibiliza serviços de capacitação e suporte às suas famílias ou cuidadores informais. O mesmo tem como objetivos informar, orientar e encaminhar para os serviços e equipamentos sociais adequados a cada situação, promover programas de reabilitação inclusivos com vista ao desenvolvimento de competências pessoais e sociais e ainda assegurar o acompanhamento do percurso de reabilitação social com vista à autonomia e capacidade de representação.
Celmira Macedo, presidente da Associação Leque, refere que “Vencemo-los pelo cansaço. A Segurança Social em Portugal começa por fim a acreditar e a deixar entrar ar fresco no terceiro sector, sendo a Leque, orgulhosamente uma das associações nacionais a representar essa abertura e dinamismo em respostas sociais inovadoras, mais abertas à comunidade, mais inclusivas e coincidentes com o que as famílias defendem e com o que comunidade científica nacional e internacional proclama.”
Um acordo que se torna vital na sustentabilidade desta associação, uma vez que irá permitir pagar as despesas relativas à contratação de dois técnicos e meio: um psicólogo, que assume a função de diretor técnico, um terapeuta e um assistente social a meio tempo. Apesar de não cobrir todas as despesas relacionadas com os recursos humanos e materiais da Associação.
Um agradecimento especial ao Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social,Dr. José António Vieira da Silva, e à Secretária de Estado da Pessoa com Deficiência, Dra. Ana Sofia Antunes, por ter acreditado, desde início, no trabalho desenvolvido e ter defendido a nossa causa em Lisboa.
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